O prefeito de Santa Brígida Carlos Cleriston Santana Gomes (Gordo de Raimundo), acompanhado do Assessor Especial Paulo Andrade e do Secretário Municipal de Educação Edson Manoel de Araújo, participaram, na última segunda-feira (20), no Gran Hotel Stella Mares, em Salvador, do IV Encontro Estadual do Programa Água Doce (PAD), promovido pelo Governo do Estado. O encontro reuniu secretários estaduais, prefeitos, profissionais da saúde e educação para debater os benefícios e fortalecimento do sistema de dessalinização no tratamento de águas subterrânea.

A cidade de Santa Brígida foi pioneira no lançamento do Programa Água Doce e segundo o prefeito Gordo de Raimundo, ´´ O Programa é uma forma de gerar água potável, aumentar a segurança alimentar com a produção da tilápia e o aumento de renda com a engorda do gado ovino e caprino que será alimentado com a forrageira erva-sal – planta típica da Austrália introduzida no processo de dessalinização da água e preservação do solo´´ disse o prefeito.

Unidade demonstrativa

Os sistemas seguem o modelo da unidade demonstrativa implantada há cinco anos no povoado de Minuim, na zona rural de Santa Brígida. Após o processo de dessalinização, a água do poço chega às 130 famílias da comunidade pura e pronta para beber.

A família do agricultor Clóvis Nascimento, 59 anos, trocou o pagamento por galões de água pela captada a poucos metros de casa na unidade, que segundo ele mudou para melhor a qualidade de vida da comunidade. “Antes tínhamos muitos casos de diarréia e [outros] problemas de saúde por causa da água, [e agora] existe a facilidade de estar mais próxima”.

A água salinizada é aproveitada na produção de peixes e irrigação da forrageira erva-sal para a alimentação de caprinos e ovinos. Tudo é administrado pelos moradores por meio de uma associação comunitária. “É uma das únicas fontes de renda que temos e é bom porque a água salgada, que poderia prejudicar a terra, é aproveitada. Para a natureza é uma riqueza”, disse a presidente da associação, Íris Feitosa.

Na Bahia o programa é desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), que já diagnosticaram 215 dos 700 poços a serem visitados em mais de mil localidades.

Ao todo, 41 municípios já estão selecionados para receber o programa. São prioridades as regiões onde há grupos de famílias e pequenas comunidades não atendidas por qualquer sistema de abastecimento de água potável. Para a ministra, a implantação do sistema “significa dar autonomia a essas comunidades, que passam a gerir um recurso que pertence a elas”.

Fonte: ASCOM/PMSB

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