Aumenta número de visitas a santuário de Irmã Dulce na Bahia em Salvador

As Obras Sociais Irmã Dulce formam o maior complexo hospitalar filantrópico da Bahia. São 12 mil cirurgias e mais de 2 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano, tudo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O pescador Melquíades do Val saiu de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, para se tratar de uma infecção no hospital mantido pela Osid. “Banho na hora certa, curativo certo. E não deixam os pacientes passar mal de jeito nenhum”, relatou

Há 70 anos, Irmã Dulce começou a receber doentes no antigo convento Santo Antônio, na capital baiana. As obras cresceram com doações de empresários, políticos e da comunidade. Ela também conseguiu o apoio de muitos voluntários. Hoje, 300 pessoas doam parte do seu tempo às obras.

Os voluntários ajudam as Obras Sociais Irmã Dulce em todas as áreas, incluindo a de acolhimento a idosos que não têm família e nem onde morar. Outros foram abandonados pelos parentes. Hoje, 70 velhinhos moram no local e são sustentados pela instituição.

A mulher do vice-presidente Hamilton Mourão visitou as instalações das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), e também o túmulo da freira, neste sábado (21). Paula Mourão, que estará com o marido na cerimônia de canonização da beata, em outubro, no Vaticano, se emocionou.

“Estejam certos de que levarei comigo o testemunho do trabalho de vocês e que vocês desenvolvem aqui, dando seguimento ao nome e ao amor de Irmã Dulce”, disse.

Canonização

A freira teve a canonização marcada após o Vaticano reconhecer dois milagres atribuídos a ela. O primeiro foi reconhecido em outubro de 2010, quando Irmã Dulce foi beatificada. O segundo foi reconhecido em maio deste ano.

Os dois casos estão entre os três que estavam em analise do Vaticano. Os relatos de milagre foram enviados pelas Obras Sociais Irmã Dulce, em 2014, após avaliação de profissionais da própria instituição, que reúne mais de 10 mil casas na sede da instituição, em Salvador.

A canonização da beata será a terceira mais rápida da história (27 anos após seu falecimento), atrás apenas da santificação de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa) e do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte).

A canonização de Irmã Dulce será a terceira mais rápida da história (27 anos após seu falecimento), atrás apenas da santificação de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa) e do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte).

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